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“Gosto que elas participem deste processo para colocarem a ‘mão na massa’, perderem medos e lidarem com as frustrações”. É assim que Manoel Lemos, fundador do Grupo Fazedores e maker por vocação, explica a participação das suas duas filhas pequenas na construção de robôs e outros projetos presentes no escritório em sua casa no Morumbi. A Cultura Maker, sustentada pelos três pilares - fazer, registrar e compartilhar -, parece ter sido feita com os moldes certos para se vestir de proposta pedagógica.

 

É fazendo que se aprende a fazer. E é através desta premissa que o professor de ensino técnico, de superior e de pós-graduação, Humberto Zanetti, discute em sua coluna - no site dos Fazedores - sobre a resolução de muitos dos problemas que enfrentamos nas escolas atualmente, como alunos desinteressados e pouca relação da teoria com o mundo real. “Há mais de um século encontramos pesquisadores trabalhando para provar que uma sala de aula não deve ser assim”.

Aluna com robô
Quebra-cabeça de madeira
Nicolly com abcedário
Painel Maker
Atividade no Fab Lab
Impressora a laser
impressora 3D
Alunos da Escola Projeto Vida
Os primeiros passos

Pensando ou não nas duas teorias, algumas escolas de São Paulo já têm inserido em seu projeto pedagógico os mandamentos da Cultura Maker. Enfrentando preconceito, o uso das ideias makers ainda não foge muito de projetos privados com mensalidades altas ou a educadores entusiastas que levam suas ideias à instituições públicas. O Colégio Visconde de Porto Seguro e a Escola Projeto Vida são exemplos de instituições de ensino privada que já contam com espaços makers para seus alunos, enquanto os projetos Little Maker - laboratórios makers que oferecem workshops e cursos para pequenos fazedores - e Mundo Maker - que atuam na formação de professores ou realização de oficinas nas escolas - surgem como opções fora do ambiente escolar.

 

No iniciativa pública, destacam-se as parcerias com o projeto da prefeitura de São Paulo, Fab Lab Livre (laboratório de criatividade, aprendizado e inovação acessível a todos). Um exemplo é o da unidade de Heliópolis, que recebe semanalmente alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Campos Salles. Outro exemplo é o CEU Pimentas, de Guarulhos, que recebe atividades do projeto Fab Social, também financiado pelo município.

Ao redor do mundo

Ainda engatinhando no Brasil, a educação maker já é uma realidade ao redor do mundo. Um dos maiores exemplos está nos Estados Unidos - onde a cultura maker tem até semana oficial oficializada pelo ex-presidente Barack Obama -, com a Maker Ed.

 

A organização oferece a educadores treinamento, recursos e suporte para a inserção do preceitos maker em suas escolas. De acordo com eles, em 2016 o alcance foi de 250 mil pessoas entre educadores, pais e alunos sendo que 1,130 professores trabalharam diretamente com a organização.

Os pais da educação maker

“Primeiramente, tirar da sala de aula o estigma de uma ambiente monótono e improdutivo. E em um segundo momento, tirar a sala de aula! Pelo menos mudar o formato clássico GLS (giz-lousa-saliva)”, propõe Zanetti depois de citar os educadores Jean Piaget e Seymour Papert.

 

O primeiro fundou o conceito do Construtivismo, que trouxe a ideia do aluno abandonar a passividade e interagir com o meio que lhe é exposto. E depois, o matemático Papert se utilizou dos conceitos de Piaget para desenvolver o Construcionismo, em que o conhecimento gera um produto palpável. “Essas duas teorias basicamente dizem ‘vamos lá alunos, mãos na massa!’. Isso é exatamente a cultura Maker”.

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