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A tal da Cultura Maker

Fazer, registrar e compartilhar

Por Sofia Mendes

Fazer um brinquedo para si mesmo pode não parecer nenhuma novidade, mas agora imagine fabricar, do zero e com as próprias mãos, um fliperama completo, do design a programação. Esse foi um dos feitos de Mauricio Jabur, que já reconhecemos ser um maker de mão cheia quando aprendemos seu apelido: Mau Maker. "Gosto de fazer por vários motivos, mas o principal é ter algo exatamente da forma que quero", Mauricio conta. E se ele atingiu esse feito foi porque muita gente o ajudou, numa corrente de troca de conhecimentos e experiências típica da Cultura Maker.

De onde vem

 

Originada do "faça você mesmo", a Cultura Maker vem de muitos anos atrás - uns falam anos 1970, outros, 1980, mas a verdade é que nós fazemos e fabricamos coisas "artesanais" há muito mais tempo, né? Só que o famoso termo "maker", que ouvimos falar o tempo todo, foi cunhado pela revista americana Make, criada em 2005 e referência global nesse assunto. Por ela e por causa do crescimento da internet, o movimento foi ganhando viés mais tecnológico e hoje é muito associado a projetos com Arduino e impressoras 3D, por exemplo.

Pensando como um maker

 

Mais que uma tendência, "Maker é um jeito de pensar", como explica Manoel Lemos, fundador do site Fazedores, referência em Cultura Maker no Brasil. A lógica do movimento inclui três pilares fundamentais: fazer, registrar e, principalmente, compartilhar, o que talvez seja o maior diferencial da Cultura Maker para o tradicional "faça você mesmo". A grande rede de compartilhamento desenvolvida nessa cultura garante que makers do mundo inteiro possam trocar experiências de seus projetos tanto em fóruns e sites da internet como makerspaces como os Fab Labs , além das famosas e cada vez mais populares feiras sobre o assunto que são organizadas no mundo inteiro.

Errar e compartilhar

 

E se engana quem pensa que o compartilhamento começa quando seu projeto está pronto e funcionando - faz parte captar e compartilhar os percalços do caminho. "Registrar inclusive os erros é essencial, pois assim outras pessoas que, estejam na mesma situação podem saber o que funciona e o que não." nos conta Mauricio. O erro de um é ensinamento para outro, que pode construir um projeto baseado em outro, só que melhor e, mais importante, do seu jeito.


 

Em todos os lugares

 

A Cultura Maker está presente nas garagens, nos makerspaces, nas multinacionais e até nas escolas e em projetos inclusivos. "Tem muita gente que é maker e não sabe que é.", garante Manoel. Nós brasileiros, inclusive, contamos com uma enorme tradição da gambiarra  - quem aí nunca "improvisou" um conserto para que um utensílio durasse mais tempo? -, nada mais maker do que isso. E você, já pensou em exercitar sua vocação maker?

QUEM SOMOS

Um grupo formado por estudantes de jornalismo da ECA-USP. Nós - Daniel Quandt, Daniel Tubone, Isabella Marão, Marília Fuller e Sofia Mendes - queremos mostrar o mundo diverso e em plena expansão da Cultura Maker, que traz cada vez mais possibilidades surpreendentes. Mergulhe com a gente nesse universo de ferramentas, placas eletrônicas, marcenaria, impressoras 3D, e muito mais.

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Daniel Tubone
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Sofia Mendes

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Orientação: Mônica Rodrigues Nunes - Projetos em Televisão

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Jornalismo - 2017

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